domingo, 28 de fevereiro de 2016

Uma adaptação pessoal nas artes quanto ao uso das tintas



Há tempos faço uso da aquarela e do lápis de cor. Uma medida conscienciosa, no meu caso, digamos assim. Observei que os solventes e óleos utilizados em algumas tintas produziam ardência nos olhos e dores de cabeça, apesar do ambiente ser arejado. E ao ler sobre o assunto, vi que deixaram de ser seguros para a saúde a partir do momento em que o mundo também teve suas experiências.O pós-conceito foi que o Homem tomou consciência de que as químicas que envolvem um produto desde a extração até seu meio final quase sempre não são seguros. Claro que se pode fazer o uso eficaz de luva e de máscaras durante o processo de criação, coisa que eu mesma fiz em meu atelier durante um tempo, até que resolvi romper de vez com a cansativa rotina de me equipar como um soldado para a guerra só para pintar. 
Hoje, meu trabalho se restringiu ao uso menos tóxico, livre e divertido, colorido e alegre das tintas feitas com os mesmos pigmentos que encantam as crianças na escola. Desde a Renascença, as tintas à base de óleos secativos, principalmente o de linhaça, banana ou copaíba, são as mais usadas nas Belas Artes, porém têm um cheiro muito ativo. A necessidade de se pensar no ambiental, fez com que ainda no século XX, as tintas a base de água como a aquarela que eu uso e também o acrílico, adquirissem popularidade como o desenvolvimento do acrílico e das tintas de látex mais brandas e algumas até "inodoras". As tintas a base de caseína, foram muito comuns no século XIX e ainda existem até os dias de hoje. A têmpera, que é uma emulsão de gema de ovo com óleo é mesmo hoje usada, como também a de cera encáustica é. Já o gouache é uma variedade de aquarela cremosa e opaca que vem sendo usada desde a Idade Média e é composto por um pigmento misturado com uma resina que pode ser a de goma arábica ou clara do ovo. Este meu trabalho acima, foi feito em erca de uns 30 minutos e foi executado com o gouache da marca Faber Castell alemã.


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